Sobre Mim
Engenheiro de software desde 1982. Especialista em sistemas geoespaciais. Consultor independente sob a marca TerraDigital, a construir aplicações de negócio open-source onde a inteligência territorial é o diferenciador.
O Percurso
Escrevi as primeiras linhas de código em 1982, em Portugal, a desenvolver aplicações de negócio para sistemas mainframe — COBOL, CICS, IMS, DB2. Era um trabalho exigente e preciso que me ensinou algo que nunca esqueci: o software que trata dados reais para organizações reais não tem tolerância para o descuido. Cada byte contava, cada transacção tinha de estar correcta.
No final dos anos 80 emigrei para a Austrália, onde completei estudos de pós-graduação no Swinburne Institute of Technology e depois um MBA no RMIT em Melbourne, com foco na gestão estratégica das tecnologias de informação. Regressei a Portugal em 1994, trazendo tanto a base técnica desses primeiros anos como uma compreensão mais ampla de como as organizações usam — e mal usam — os sistemas construídos para elas.
Durante década e meia trabalhei em TI e sistemas de negócio tradicionais. A viragem para a tecnologia geoespacial foi gradual e depois definitiva. A leitura da literatura científica sobre os grandes desafios estruturais do século XXI — a pressão demográfica sobre a produção alimentar, a escassez de água e a desertificação, a desflorestação e os incêndios florestais, o crescimento urbano contra os limites territoriais — levou-me sempre ao mesmo instrumento no centro da análise: o SIG. Não como ferramenta de cartografia, mas como o quadro que torna possível priorizar, comparar e agir sobre problemas que são, na sua essência, espaciais.
Essa percepção reorientou o meu trabalho por completo. Nos últimos oito anos concentrei-me em construir sistemas que tornam a inteligência espacial operacional — não plataformas de investigação nem showcases de visualização, mas aplicações funcionais que as organizações usam diariamente para tomar decisões ancoradas na realidade territorial.
Qualificações Académicas
MBA em Tecnologias de Informação
Royal Melbourne Institute of Technology (RMIT)
1992 – 1994
Gestão estratégica das tecnologias de informação, integrando estratégia de negócio, sistemas de informação e inovação organizacional
- Tese: "The Management of End-User Computing"
GradDip em Sistemas de Gestão
Swinburne Institute of Technology
1989 – 1991
Gestão baseada em sistemas, integrando design organizacional, sistemas de informação, gestão da qualidade e optimização de processos
Certificações
ESRI Cartography
2025
Spatial Data Science and Applications
2024
Requirements Gathering for Secure Software Development
2024
Google Earth Engine: Applications
2022
Endangered Archaeology: Remote Sensing for Cultural Heritage
2022
Web GIS Applications with QGIS and OpenGeo Suite
2021
Como Trabalho
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Open-source, sempre
Todos os sistemas que construo correm sobre infraestrutura open-source — PostGIS, QGIS, Django, Python, Docker. Sem dependência de fornecedores, sem custos de licenciamento, sem sujeição ao roadmap de uma empresa. O cliente é dono da stack. -
O problema antes da tecnologia
A escolha das ferramentas decorre da realidade operacional, não o contrário. Um sistema funcional que se adapta à organização vale mais do que um arquitecturalmente elegante que ninguém mantém. -
Entrega e documentação juntas
Um sistema entregue sem documentação é um sistema que o cliente não consegue manter. Scripts de migração, runbooks e dicionários de dados fazem parte de todos os entregáveis. -
Infraestrutura mínima viável
Um único VPS bem configurado suporta a maioria das cargas de trabalho reais. A complexidade só é introduzida quando o problema genuinamente a exige — não para tornar a arquitectura mais impressionante.
Trabalho com IA
Utilizo modelos de linguagem de grande escala como parte estrutural do meu fluxo de trabalho — não como substituto de pesquisa ou auxiliar de escrita, mas como camada de execução para um arquitecto que pensa em sistemas.
Durante a maior parte da minha carreira, conseguia conceber soluções que ultrapassavam o que era possível construir sozinho num prazo razoável. O fosso entre a concepção e a entrega era uma limitação prática, não técnica: as horas eram finitas e algumas tarefas de implementação exigiam especialistas a que não tinha acesso como consultor independente.
Essa limitação desapareceu em grande medida. Utilizo agora o Claude (Anthropic) como parceiro técnico colaborativo em toda a stack — desde lógica de back-end em Django e optimização de queries PostGIS até componentes de front-end, configurações Docker e automação de deployment. O modelo trata do detalhe de implementação a um ritmo e amplitude que de outra forma exigiria uma equipa pequena; eu trato da arquitectura, dos requisitos, da modelação de dados e das decisões que requerem compreensão do contexto operacional real.
O resultado é um aumento material do que consigo entregar — em âmbito, em velocidade e na complexidade dos sistemas que consigo sustentar como profissional independente. Todos os projectos listados neste site foram construídos com esta abordagem.
Sou preciso sobre o que isto significa e o que não significa. A IA não substitui o juízo de engenharia. Acelera a tradução desse juízo em código funcional — desde que a pessoa que a dirige compreenda o problema com profundidade suficiente para reconhecer quando o resultado está correcto, quando é plausível mas errado, e quando é a própria pergunta que precisa de ser reformulada.